[Sindarin] Introdução aos Verbos

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Para falarmos de verbos, primeiros precisamos entender alguns conceitos gramaticais e para facilitar isso, usaremos o português como exemplo.

Primeiro precisamos entender algumas estrutura das formas verbais, sendo elas: radical e desinência.

Comecemos então pelo radical.

O Radical é a parte invariável, que expressa o significado essencial do verbo. Quando falamos de verbos regulares, podemos claramente dizer, a grosso modo, que o radical que é aquela parte que não muda na palavra, independentemente de como conjugamos o verbo. Por exemplo, no verbo “amar” o radical é “am” porque é a parte da palavra que não varia. Veja:


 E as desinências?

Pois bem, desinências são morfemas que indicam as flexões das palavras. Existem dois tipos: as desinências nominais e as desinências verbais. Como estamos falando de verbo, vamos focar na segunda citada.

As desinências verbais são os morfemas que indicam as flexões de número (singular e plural), pessoa (1ª, 2ª ou 3ª pessoa gramatical), modo (indicativo, subjuntivo e imperativo) e tempo (passado, presente e futuro) dos verbos. Elas podem ser: modo temporal, número pessoal ou verbo nominal.

Alguns exemplos de desinências verbais no português são:

– va (1ª conjugação): eu falava, tu falavas, ele falava,…

– ia (2ª e 3ª conjugações): eu vendia, tu vendias, ele vendia,…

Mas o que isso tudo tem a ver com o sindarin?

Bom, o sindarin apresenta duas classes diferentes de verbos (como se fossem nosso regular e irregular). O primeiro e maior grupo são verbos derivados de radicais antigos formados por meio da junção com uma desinência verbal. Essas desinências no sindarin são: -na, -ia, -da, -tha e -ta.

Como devem ter percebido todas essas desinências (e, portanto, o grupo de verbos) terminando com A, sendo assim eles recebem o nome de Verbo A.

São exemplos de radicais de Verbo A: linna-, minna- e revia-.

O segundo e menor grupo não são formados por alguma desinência verbal, sendo então produzidos diretamente da raiz crua, sendo verbos simples, por assim dizer. É um grupo fácil de entender porque se assemelha ao modo como funciona o radical no português e do qual citamos acima no post.

Em resumo podemos dizer que o radical desse segundo grupo termina em consoante, uma vez que não recebe uma desinência verbal. Chamamos, por motivos que serão explicados mais a frente, este grupo de Verbos I.

São exemplos de radicais de Verbo I: tir-, nor- e cen-.

Para falarmos de verbos, primeiros precisamos entender alguns conceitos gramaticais e para facilitar isso, usaremos o português como exem...

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